Patologias da coluna vertebral

Conheça as patologias da coluna vertebral tratadas no Spine Center. Selecione a patologia para saber mais sobre sintomas, diagnóstico e opções de tratamento disponíveis em Coimbra, na Guarda e no Funchal.

O mesmo sintoma pode ter origens diferentes e exigir abordagens diferentes — por isso o diagnóstico começa sempre pela consulta e pelo exame adequado, e não pela imagem isolada. Muitas destas patologias resolvem-se com tratamento sem cirurgia.

Cervicalgia (dor cervical)
Dor localizada no pescoço, muitas vezes associada a contratura muscular e a posturas mantidas. É das queixas mais frequentes e, na maioria dos casos, responde bem a tratamento conservador.

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Ciática (dor ciática)
Dor que irradia da região lombar ou da nádega ao longo da perna, provocada pela compressão ou irritação de uma raiz nervosa. A maioria dos casos melhora sem cirurgia.

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Cifose (hipercifose)
Curvatura excessiva da coluna dorsal, que acentua a postura curvada. Quando é progressiva ou provoca dor e limitação, pode exigir correção cirúrgica.

Discopatia degenerativa (degenerescência discal)
Desgaste progressivo do disco intervertebral, com perda de altura e de capacidade de amortecimento. É um processo natural do envelhecimento que nem sempre provoca sintomas.


Doença facetária (artrose facetária)


Inflamação ou artrose das pequenas articulações posteriores da coluna. Provoca dor que agrava com a extensão do tronco e responde bem a infiltração e radiofrequência.




Doenças reumatológicas

As doenças reumatológicas são uma causa importante de dores na coluna. Tratam-se de doenças autoimunes, com atingimento das pequenas articulações (como as facetas articulares) e ligamentos. A sua abordagem deve ser efetuada por uma equipa multidisciplinar de forma a travar a progressão destas doenças, encontrando-se disponíveis inúmeras soluções terapêuticas para este efeito.


Escoliose (escoliose do adulto)
Desvio lateral da coluna, que no adulto pode ser uma deformidade antiga que progrediu ou uma deformidade degenerativa surgida com a idade.

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Espondilolistese (deslizamento vertebral)
Deslizamento de uma vértebra sobre a seguinte, com instabilidade associada. Pode comprimir estruturas nervosas e provocar dor lombar e irradiada.


Espondilose (artrose da coluna)
Conjunto de alterações degenerativas da coluna associadas à idade, incluindo desgaste discal e crescimento ósseo. Muito comum e frequentemente assintomática.


Estenose cervical (canal cervical estreito)
Estreitamento do canal vertebral ao nível cervical, com compressão das estruturas nervosas. Pode evoluir para mielopatia se não for acompanhada.


Estenose do canal lombar (canal lombar estreito)
Estreitamento do canal lombar que comprime as estruturas nervosas. O sinal típico é a diminuição progressiva da distância que consegue caminhar.

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Fratura osteoporótica (fratura de fragilidade)
Fratura vertebral resultante de traumatismo de baixa energia em osso enfraquecido pela osteoporose. Cada vez mais frequente com o envelhecimento da população.


Fratura traumática da coluna (fratura vertebral)
Lesão óssea e ligamentar da coluna resultante de traumatismo, que pode comprometer estruturas neurológicas e exige classificação e tratamento rigorosos.


Hérnia discal cervical (hérnia de disco cervical)
Deslocamento do material do disco cervical, com compressão de uma raiz nervosa ou da medula. Provoca dor no pescoço com irradiação para o braço.

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Hérnia discal lombar (hérnia de disco lombar)
Deslocamento do material do disco lombar, que comprime uma raiz nervosa e provoca dor irradiada para a perna. O tamanho da hérnia não determina, por si só, a necessidade de operar.

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Lesão tumoral da coluna (tumor vertebral)
Lesão primária ou metastática que afeta as estruturas ósseas da coluna. Exige diagnóstico precoce e abordagem multidisciplinar.

Lombalgia (dor lombar)
Dor localizada na região lombar, a queixa musculoesquelética mais comum da população. Na maioria dos casos é autolimitada e resolve-se em semanas.

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Mielopatia cervical (compressão medular cervical)
Compressão da medula espinhal ao nível cervical, com perda de destreza manual, alterações da marcha e desequilíbrio. Tende a ser progressiva.

Patologia tumoral da coluna

Trata-se de uma patologia de elevado grau de complexidade podendo ter origem tanto em tumores primários como metástases provenientes de lesões neoplásicas em outros órgãos. O seu tratamento é multidisciplinar, exigindo a intervenção de varias especialidades medicas e cirúrgicas para o seu tratamento. Fatores como a determinação do tipo de tumor, o seu tamanho ou invasão de estruturas adjacentes, são fundamentais para a orientação do melhor tratamento para a sua resolução. O planeamento operatório é fundamental, sendo necessário um estudo pormenorizado do doente de forma a serem aplicados tratamentos especializados e direcionados para o tipo de lesão presente em cada situação especifica.


Quistos da Coluna

Os quistos da coluna têm origem em alterações degenerativas nas facetas articulares, tendo como consequência a formação de uma estrutura quistica que pode comprimir o saco medular e as raízes nervosas. Dependendo da estrutura neurologia atingida, os doentes podem referir queixas variadas desde dor ciática, perda de sensibilidade e défices a nível da força muscular dos membros. Há inúmeros procedimentos que podem ser propostos para o tratamento desta lesão, podendo em casos mais graves ser necessário o tratamento cirúrgico.


Sacroileíte (inflamação sacroilíaca)
Inflamação da articulação sacroilíaca, causa incapacitante de dor lombar que pode irradiar para os membros inferiores e simular ciática.

Como se trata uma patologia da coluna

Não existe uma via única. A mesma patologia pode exigir abordagens diferentes consoante os sintomas, o exame neurológico e a evolução de cada pessoa — e essa decisão cabe ao médico, depois da avaliação. O que existe são duas linhas de tratamento, frequentemente complementares.

Tratamento sem cirurgia

Medicação, fisioterapia, infiltrações e bloqueios. É a primeira linha na maioria das situações e resolve grande parte dos casos.

Tratamento cirúrgico

Considerado quando existe compressão nervosa relevante, défice neurológico ou dor que não cede a tratamento adequado. Sempre que possível, por técnicas minimamente invasivas.

Uma equipa com mais do que uma especialidade

A coluna vertebral não é território de uma só especialidade médica. É tratada tanto pela Neurocirurgia como pela Ortopedia e Traumatologia com diferenciação em cirurgia da coluna, e o que faz diferença não é o rótulo da especialidade, mas a dedicação à patologia da coluna e o volume de casos tratados.

No Spine Center, a avaliação e o tratamento reúnem as duas valências:

Dr. Luís Teixeira
ORTOPEDIA

Dr. Luís Teixeira

Ortopedista

Especialista em Ortopedia e Traumatologia pelos Hospitais da Universidade de Coimbra e primeiro médico português com o Diploma Europeu de Cirurgia da Coluna pela Eurospine Foundation.

Dirige a equipa clínica e é o responsável pela generalidade da atividade cirúrgica da coluna na unidade.

Dr. Marcel Sincari
NEUROCIRURGIA

Dr. Marcel Sincari

Neurocirurgião

Neurocirurgião, com diferenciação em Patologia da Coluna Vertebral, Técnicas Minimamente Invasivas e Cirurgia Endoscópica da Coluna.

É esta combinação que permite olhar para cada caso pela perspetiva mais adequada ao problema em causa. Conheça a equipa clínica.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre as patologias da coluna

As perguntas que mais nos colocam sobre sintomas, diagnóstico e evolução das doenças da coluna vertebral.

Que sintomas são sinais de alarme e exigem avaliação urgente?

Perda progressiva de força num membro, dificuldade súbita em andar, perda de sensibilidade na região genital ou perineal, ou perda do controlo da urina ou das fezes são sinais de alarme.

Perante qualquer um destes sintomas, deve procurar avaliação médica com urgência. Sempre que possível, contacte-nos de imediato para avaliarmos a possibilidade de observação urgente no Spine Center, onde dispomos de acesso à realização de exames de imagiologia no próprio dia, que podem ser importantes para esclarecer a situação. Caso não seja possível garantir uma avaliação em tempo adequado, deverá recorrer sem demora a um serviço de urgência.

Também a presença de febre associada a dor intensa nas costas, ou o aparecimento de dor após um traumatismo significativo, justificam avaliação médica urgente.

Qual a diferença entre lombalgia, dor ciática e hérnia discal?

São conceitos diferentes, embora muitas vezes sejam confundidos.

A lombalgia é a dor localizada na região lombar e pode ter várias causas, desde alterações musculares e ligamentares até problemas articulares, ósseos ou discais.

A dor ciática é uma dor que se estende da região lombar ou da nádega ao longo da perna, geralmente associada à irritação ou compressão de uma raiz nervosa que contribui para o nervo ciático. Pode ser acompanhada de formigueiro, dormência ou, em alguns casos, perda de força.

A hérnia discal, por sua vez, é uma alteração de um disco intervertebral que pode ou não comprimir uma raiz nervosa. Quando isso acontece, pode provocar dor ciática. Assim, nem toda a lombalgia é causada por uma hérnia discal.

A dor nas costas passa sozinha? Quanto tempo devo esperar?

Na maioria dos casos, a dor lombar é autolimitada e melhora ao longo de algumas semanas com medidas conservadoras. Como referência geral, uma dor que persiste para além de quatro a seis semanas, que agrava progressivamente ou que interfere de forma significativa com o sono ou com as atividades do dia a dia deve ser avaliada por um médico.

Se a dor irradiar para um membro e estiver associada a dormência, alterações da sensibilidade ou perda de força, a avaliação deve ser mais precoce, sobretudo perante sintomas neurológicos progressivos.

Uma hérnia discal pode desaparecer sem cirurgia?

Sim. Muitas hérnias discais podem reduzir de volume espontaneamente ao longo de semanas ou meses, através de mecanismos naturais de reabsorção, e os sintomas frequentemente melhoram com tratamento conservador — medicação, fisioterapia e, em casos selecionados, infiltrações.

A cirurgia é considerada sobretudo quando existe défice neurológico significativo ou progressivo, sinais de compressão neurológica grave, ou quando a dor persiste e permanece incapacitante apesar de um tratamento conservador adequado.

O tamanho da hérnia observado na ressonância magnética, por si só, não determina a necessidade de cirurgia. A decisão depende da combinação entre os sintomas, o exame clínico e os achados dos exames de imagem.

A ressonância mostrou alterações. Significa que tenho de tratar?

Não necessariamente. Alterações degenerativas dos discos, protusões discais e artrose das articulações facetárias são achados muito frequentes nos exames de imagem, mesmo em pessoas que não têm qualquer sintoma, e tornam-se mais comuns com o avançar da idade.

O que orienta o tratamento é a correspondência entre os sintomas, o exame clínico e aquilo que a imagem mostra — e não um achado isolado na ressonância magnética.

Por isso, encontrar uma alteração num exame não significa, por si só, que essa alteração seja a causa da dor ou que necessite de tratamento. Tratar uma imagem que não explica os sintomas dificilmente irá resolver o problema.

Que exames são precisos para diagnosticar uma patologia da coluna?

O diagnóstico começa sempre pela história clínica e pelo exame físico, que ajudam a perceber qual poderá ser a origem dos sintomas e quais os exames mais adequados.

Dependendo da suspeita clínica, podem ser necessárias radiografias, ressonância magnética, tomografia computorizada (TAC), radiografias dinâmicas ou, em algumas situações, estudos neurofisiológicos.

Nem todos os doentes precisam dos mesmos exames, nem de realizar todos eles. O mais importante é escolher o exame certo para cada situação — pedir exames em excesso pode ser tão pouco útil como pedir exames insuficientes.

A escoliose no adulto tem tratamento?

Tem, e nem sempre é cirúrgico. Nos adultos, a escoliose pode ser uma deformidade antiga que progrediu ou uma deformidade degenerativa surgida com a idade. O tratamento depende do grau de deformidade, da dor, do impacto na postura e na marcha, e das doenças associadas. Em muitos casos, o tratamento pode incluir medidas conservadoras, como medicação, fisioterapia, exercício orientado e outras estratégias de controlo da dor. A cirurgia fica reservada para situações específicas, sobretudo quando existe deformidade importante, progressão, limitação funcional significativa ou sintomas persistentes.

Quando é necessária correção cirúrgica, trata-se de uma cirurgia complexa, que exige elevada diferenciação técnica, planeamento rigoroso e avaliação por uma equipa experiente e multidisciplinar.

A dor cervical pode estar relacionada com a postura no trabalho?

Frequentemente, sim. A cervicalgia resulta muitas vezes de contraturas musculares associadas a posturas mantidas — trabalho ao computador, condução prolongada, uso continuado do telemóvel. Pode, contudo, ter origem discal ou em inflamação das facetas articulares. Quando a dor irradia para o braço ou surge dormência e perda de destreza manual, a causa é habitualmente outra e deve ser investigada.

Não sabe qual é a origem da sua dor?

É exatamente isso que uma consulta de avaliação serve para determinar. Consulta, exames e tratamento no mesmo percurso, em Coimbra, na Guarda e no Funchal.

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