A hérnia discal lombar é uma das causas mais frequentes de dor que irradia para a perna. Ocorre quando o material do interior de um disco intervertebral se desloca e contacta uma raiz nervosa, podendo comprimi-la ou provocar inflamação. A boa notícia é que a maioria dos casos melhora sem cirurgia — e a decisão de operar depende de critérios clínicos precisos, não do tamanho da hérnia na ressonância.
Usamos as mesmas escalas que a literatura científica internacional usa para medir incapacidade e qualidade de vida. A dor deixa de ser descrita apenas por palavras e passa a ter um valor comparável.
Registamos onde está hoje. Quando as escalas voltam a ser aplicadas mais tarde, é possível acompanhar a evolução com números, e não apenas com a memória de como se sentia há uns meses.
Antecedentes pessoais e familiares, cirurgias anteriores e respetivas complicações, alergias e medicação habitual são levantados com cuidado antes de qualquer decisão terapêutica.
A pré-avaliação decorre imediatamente antes da consulta médica, no mesmo dia e na mesma unidade.
É recebido pela equipa de enfermagem, que faz o levantamento da sua história clínica: antecedentes pessoais e familiares, internamentos recentes, cirurgias anteriores, alergias e a medicação que toma atualmente, com dosagem e posologia.
Peso, altura, índice de massa corporal e tensão arterial, registados com equipamento calibrado e rastreável — o número de série do aparelho utilizado fica associado à sua avaliação.
Consoante a zona afetada, preenche o Índice de Oswestry (coluna lombar), o Neck Disability Index (coluna cervical) e o questionário SF-36 de qualidade de vida, sempre com apoio da equipa para esclarecer qualquer dúvida.
Toda a informação — história clínica, medições e resultados das escalas — é entregue ao médico antes de o receber. A consulta começa, por isso, com o seu caso já caracterizado, e o tempo é aproveitado para o que importa: perceber o que sente e decidir o caminho.
As escalas usadas são instrumentos-padrão em estudos científicos sobre a coluna vertebral em todo o mundo.
Como a dor lombar afeta o seu dia a dia: caminhar, estar sentado, ficar em pé, dormir, levantar objetos, cuidar de si, vida social, vida sexual e viajar.
O impacto da dor cervical: intensidade da dor, concentração, leitura, dores de cabeça, conduzir, trabalhar, dormir e atividades de lazer.
Como se sente de forma geral: saúde global, energia e vitalidade, estado emocional, vida social e o quanto a dor interfere com o trabalho e as atividades habituais.
Antecedentes pessoais e familiares, cirurgias anteriores e eventuais complicações de anestesia ou pós-operatório, alergias e medicação atual — tudo registado antes da consulta médica.
Peso, altura, índice de massa corporal e tensão arterial, obtidos com equipamento calibrado e rastreável, com o número de série registado no seu processo. É um detalhe pequeno que faz diferença: garante que a medição de hoje é comparável com a de daqui a seis meses.
As escalas usadas são instrumentos-padrão em estudos científicos sobre a coluna vertebral em todo o mundo.
Medições com aparelhos rastreáveis e número de série registado.
ODI, NDI e SF-36 — os instrumentos usados na investigação científica sobre a coluna.
Primeira unidade de cirurgia da coluna em Portugal certificada pela ISO 9001 e acreditada pela UKAS. Ver a nossa política de qualidade.
Não. Há hérnias que provocam apenas dor lombar, e há hérnias visíveis em ressonância que não provocam sintoma nenhum. A dor irradiada surge quando o material herniado contacta com uma raiz nervosa — se a hérnia se localiza numa zona sem contacto nervoso, pode passar completamente despercebida.
Não. Na maioria dos casos, a atividade física adequada faz parte do tratamento e contribui para a recuperação. O que deve ser evitado, na fase aguda, são os esforços de carga com rotação do tronco e os movimentos que reproduzem a dor. O repouso prolongado na cama, esse sim, agrava o quadro — enfraquece a musculatura que estabiliza a coluna e atrasa a recuperação.
Pode, e chama-se recidiva. Ocorre numa minoria dos casos operados, com maior probabilidade nos primeiros meses. Uma recidiva não significa necessariamente que a cirurgia tenha corrido mal. Na maioria das cirurgias para hérnia discal remove-se apenas o fragmento que está a comprimir a raiz nervosa, preservando-se o restante disco. Esse disco continua sujeito ao processo degenerativo e, em alguns casos, pode voltar a herniar. Nesses casos, existem opções não cirúrgicas e, quando se justifica, cirurgia de revisão.
Depende do motivo pelo qual a cirurgia foi proposta. Se a indicação cirúrgica se deve sobretudo à dor, sem perda de força nem outro défice neurológico relevante, esperar algum tempo geralmente não compromete o resultado final. Nesses casos, a decisão pode ser ponderada de acordo com a intensidade dos sintomas, a resposta ao tratamento conservador e o impacto da dor na qualidade de vida. Quando existe perda de força, alteração neurológica progressiva ou sinais de compressão nervosa grave, a situação é diferente. Uma compressão prolongada pode reduzir a probabilidade de recuperação completa da função nervosa, pelo que o tempo pode tornar-se um fator importante. Pergunte ao seu médico em qual das duas situações se encontra.
Consulta, exames e tratamento no mesmo percurso, em Coimbra, na Guarda e no Funchal. Comece por uma avaliação detalhada do seu caso.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui uma consulta médica. O diagnóstico e o plano de tratamento só podem ser estabelecidos após avaliação clínica individual.
Precisa de ajuda?