Abordagens não cirúrgicas para o tratamento da dor

Conheça de forma mais detalhada a INDOLOR, Unidade de Medicina da Dor, coordenada pelo Dr. Pedro Trincão, localizada nas instalações do Spine Center.

Procedimento para a dor de origem discal

É uma técnica utilizada para o tratamento da dor na coluna vertebral com origem no disco intervertebral. Consiste na injeção de uma variedade de fármacos, incluindo corticosteroides, anestésicos locais e outros medicamentos anti-inflamatórios a nível do disco intervertebral de forma a melhorar as queixas álgicas do doente.


A radiofrequência é um procedimento não cirúrgico, seguro e realizado em ambulatório, com apoio de imagem (raio-x, TAC ou ecografia) para maior precisão. Consiste na aplicação de corrente elétrica de alta frequência através de um eletrodo, bloqueando os nervos responsáveis pela dor.

Requer jejum de 6 horas e, na maioria dos casos, não implica alterações à medicação habitual. Após o procedimento, a melhoria é progressiva, com resultados otimizados entre 6 a 8 semanas.

Terapêutica da dor de origem facetária

Infiltração facetária

A infiltração facetária é uma técnica que envolve a injeção de fármacos de forma a aliviar a dor e a inflamação nas articulações facetarias da coluna vertebral. As articulações facetarias são pequenas articulações no arco posterior da coluna vertebral que controlam a mobilização das vértebras. Quando essas articulações ficam danificadas ou inflamadas, podem causar dor nesta região da coluna. A infiltração facetária é realizada por um médico, usando imagens para guiar a injeção de forma precisa na articulação facetaria afetada. O objetivo é fornecer alívio da dor e redução da inflamação a longo prazo.

Desinervação facetária por radiofrequência

A radiofrequência é um procedimento não cirúrgico, seguro e eficaz para o tratamento da dor, que atua através do bloqueio dos nervos responsáveis pela sua transmissão ao cérebro. É utilizada em diferentes tipos de dor, como a dor facetária da coluna, a dor articular por osteoartrose e a dor pós-cirúrgica.

Realiza-se em regime de ambulatório, com recurso a imagiologia (raio-X, TAC ou ecografia), garantindo maior precisão e segurança. Na maioria dos casos não exige alterações à medicação habitual, sendo apenas necessário jejum prévio de 6 horas.

O efeito analgésico é progressivo, podendo haver alguma alteração inicial da dor nas primeiras duas semanas, com melhoria mais significativa ao longo de 6 a 8 semanas.

Terapêutica para dor com origem nas raízes nervosas

Técnica minimamente invasiva que utiliza anestésicos locais (por vezes associados a outros fármacos) aplicados junto das raízes nervosas responsáveis pela dor. Realiza-se em ambulatório, com orientação por imagem, e proporciona alívio rápido dos sintomas.

Procedimento indicado em casos específicos para modular a dor sem danificar o nervo. Atua através de campos eletromagnéticos, sem gerar calor destrutivo, sendo realizado em ambulatório com controlo imagiológico, garantindo segurança e preservação da função nervosa.

Técnica cirúrgica minimamente invasiva que consiste na colocação de um dispositivo na coluna para estimular nervos específicos. Permite modular a dor de forma contínua ou intermitente, contribuindo para o controlo da dor crónica e melhoria da qualidade de vida.

Outros procedimentos para dores crónicas da coluna

Bloqueios epidurais com medicamentos – Técnica minimamente invasiva indicada para dor lombar com irradiação para os membros inferiores, quando os tratamentos conservadores não são eficazes. Consiste na administração de anestésicos e/ou corticoides no espaço epidural, realizada em ambulatório com recurso a imagem para maior precisão.

Implantes de bombas de medicação – Dispositivo implantado sob a pele que permite a administração contínua ou intermitente de fármacos diretamente na zona da dor. É uma opção para dor crónica refratária a outros tratamentos, frequentemente integrada com fisioterapia e terapêutica medicamentosa.

Perguntas frequentes

Dúvidas sobre os tratamentos sem cirurgia

As perguntas que mais nos colocam sobre infiltrações, radiofrequência e bloqueios da coluna.

As infiltrações na coluna doem?

O procedimento é realizado com anestesia local, pelo que a dor é reduzida. É normal sentir uma pressão ou um desconforto momentâneo durante a injeção, e alguma sensibilidade na zona tratada nas horas seguintes. Todos os procedimentos são guiados por imagem (raio-X, TAC ou ecografia), o que permite chegar ao ponto exato da dor com o mínimo de manipulação.

Fico internado ou posso ir para casa no mesmo dia?

Estes tratamentos são realizados em regime de ambulatório: não há internamento e regressa a casa no próprio dia, após um período de vigilância. Recomendamos que venha acompanhado e que não conduza nas horas seguintes ao procedimento — a equipa dará indicações específicas conforme o tratamento realizado.

Tenho de estar em jejum? E a minha medicação habitual?

É necessário jejum de 6 horas antes do procedimento. Na maioria dos casos, não é preciso alterar a medicação habitual. Ainda assim, é indispensável informar a equipa de toda a medicação que toma, sobretudo anticoagulantes ou antiagregantes plaquetários, que podem exigir ajustes prévios.

Quanto tempo demora a sentir alívio da dor?

Depende do procedimento. Nos bloqueios e infiltrações das raízes nervosas, o alívio costuma ser rápido. Na radiofrequência, o efeito é progressivo: pode haver alguma alteração da dor nas primeiras duas semanas, com melhoria mais significativa ao longo de 6 a 8 semanas. É importante saber isto à partida para não interpretar as primeiras semanas como falta de resultado.

O alívio é definitivo ou a dor volta?

A duração do efeito varia com a patologia, a técnica utilizada e as características de cada utente. Alguns tratamentos proporcionam alívio prolongado; outros podem ser repetidos ao fim de algum tempo. O objetivo não é apenas suprimir a dor, mas criar uma janela que permita retomar a atividade física e a fisioterapia — que são, essas sim, o que sustenta o resultado a longo prazo.

Que patologias podem ser tratadas sem cirurgia?

Entre as mais frequentes estão a lombalgia, a ciática, a doença facetária, a sacroileíte e muitos casos de hérnia discal. A indicação depende sempre do diagnóstico: o mesmo sintoma pode ter origens diferentes e exigir abordagens diferentes.

Se o tratamento não resultar, tenho de ser operado?

Não necessariamente. Quando um procedimento não dá a resposta esperada, existem outras opções não cirúrgicas a considerar antes de se pensar em cirurgia. Se, ainda assim, a cirurgia se justificar, o Spine Center dispõe de técnicas minimamente invasivas e a decisão é sempre discutida consigo, com o diagnóstico completo em cima da mesa.

Quem realiza estes tratamentos e onde?

Os procedimentos são realizados na INDOLOR — Unidade de Medicina da Dor instalada no Spine Center, em Coimbra —, coordenada pelo Dr. Pedro Trincão, especialista em Anestesiologia e pós-graduado em Medicina da Dor.

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