No Spine Center, a maioria das cirurgias da coluna é realizada por via minimamente invasiva — através de pequenas incisões, com imagem 3D intraoperatória e navegação cirúrgica. O objetivo é tratar a causa da dor com o menor impacto possível nos tecidos, o que se traduz, na maioria dos casos, em menos dor no pós-operatório e num regresso mais rápido à rotina.
Somos uma unidade dedicada exclusivamente à patologia da coluna vertebral, com consulta em Coimbra, Guarda e Funchal. Recebemos utentes de todo o país e do estrangeiro, encaminhados por colegas ou por iniciativa própria, para diagnóstico, segunda opinião e tratamento cirúrgico.
A maioria das dores de costas não precisa de cirurgia. A hérnia discal, a lombalgia e a cervicalgia melhoram, na generalidade dos casos, com tratamento conservador — medicação, fisioterapia e, em situações selecionadas, infiltrações ou radiofrequência.
A cirurgia é ponderada quando:
A decisão nunca é tomada apenas a partir de uma ressonância. Depende da história clínica, do exame neurológico e da correspondência entre os sintomas descritos e aquilo que a imagem mostra — é frequente encontrar alterações degenerativas em exames de pessoas sem qualquer queixa.
Procedimentos realizados com pequenas incisões
Regresso mais célere à rotina diária
Navegação cirúrgica com elevada precisão
Equipamentos e técnicas diferenciadas
A neuronavegação permite ao cirurgião operar com um “mapa tridimensional” da coluna do próprio utente, atualizado durante a cirurgia. Utilizamos o sistema O-arm, que obtém imagens 3D em tempo real dentro do bloco operatório, em cerca de 30 segundos, sem necessidade de transferir o utente para outro equipamento.
Na prática, isto traduz-se em duas vantagens concretas:
O Dr. Luís Teixeira foi pioneiro em Portugal na aplicação da neuronavegação à cirurgia da coluna.
A hérnia discal é a causa mais frequente de dor ciática e de dor cervical irradiada para o braço. Quando existe indicação cirúrgica, o objetivo é retirar o fragmento herniado e libertar a raiz nervosa comprimida, preservando o máximo possível de disco, osso e músculo. A escolha entre as técnicas seguintes depende da localização da hérnia, do seu tamanho e das características anatómicas de cada utente.
Consiste na extração da hérnia com recurso a instrumentos de elevada precisão por via minimamente invasiva, com visualização ampliada através de lupas e microscópio, permitindo tratar casos de elevada complexidade com recuperação rápida
É realizada com auxílio de uma microcâmara (endoscópio), permitindo a visualização direta de estruturas neurológicas através de uma via de acesso reduzida, sendo possível tratar patologias como estenoses e hérnias discais.
Permite o tratamento por via minimamente invasiva, utilizando instrumentos direcionados para a exérese da hérnia, reduzindo o dano associado ao acesso cirúrgico e permitindo uma recuperação mais rápida com menos dor no pós-operatório.
A artrodese une duas ou mais vértebras, eliminando o movimento no segmento doente. Está indicada sobretudo em instabilidades, espondilolistese, deformidades e discopatias avançadas, quando é a instabilidade — e não apenas a compressão — a causar a dor. A via de abordagem é escolhida caso a caso, em função do nível a operar, do biótipo do utente e de cirurgias anteriores.
É uma técnica cirúrgica que permite a fusão de 2 ou mais vertebras a nível da coluna cervical. Este procedimento destina-se a tratar inúmeras patologias da coluna como discopatias ou instabilidades podendo ser efetuada por vias de abordagem anterior ou posterior.
É uma técnica cirúrgica que une duas ou mais vértebras da coluna lombar, utilizada no tratamento de patologias como discopatias ou instabilidades, com o objetivo de reduzir a dor. Pode ser realizada através de diferentes vias de abordagem, escolhidas de acordo com fatores técnicos como o nível da intervenção, o biótipo ou a realização de cirurgias de revisão.
Permitem a fusão vertebral através de abordagens menos invasivas, com recurso a instrumentos específicos. A sua aplicação depende da patologia e permite menor morbilidade, recuperação mais rápida e melhoria da autonomia com redução da dor e incapacidade no pós-operatório.
Em casos selecionados, é possível substituir o disco degenerado por uma prótese em vez de fundir as vértebras. A grande diferença em relação à artrodese é a preservação do movimento do segmento operado, o que reduz a sobrecarga transmitida aos níveis vizinhos.
A prótese de disco cervical consiste na substituição do disco intervertebral por um disco artificial, permitindo manter a mobilidade entre vértebras, sendo indicada em casos de degeneração com dor significativa.
A prótese de disco lombar envolve a remoção do disco degenerado e a sua substituição por uma prótese no espaço intervertebral. Este procedimento destina-se ao tratamento da doença do disco intervertebral em casos não responsivos ao tratamento conservador, permitindo manter a mobilidade e reduzir a degradação dos níveis adjacentes.
Nem todos os utentes são candidatos a prótese de disco: a indicação depende da qualidade óssea, da presença de artrose facetária e da estabilidade do segmento. Esta avaliação é feita em consulta.
Além do tratamento da hérnia discal e das técnicas de fusão, tratamos cirurgicamente estenoses do canal, deformidades da coluna, fraturas traumáticas e fraturas osteoporóticas. Em todas elas privilegiamos, sempre que a patologia o permite, a abordagem minimamente invasiva.
Técnica utilizada em casos de estenoses canalares (apertos a nível da coluna), permitindo aos doentes melhorar a sua capacidade de marcha. Esta técnica cirúrgica, consiste em retirar parte do osso que compõem o arco posterior da coluna, de forma a descomprimir a medula / raízes nervosas que se encontram apertadas.
A semelhança da laminectomia, esta técnica consiste na descompressão neurológica de uma raiz nervosa que se encontra apertada/estenosada. Normalmente está indicada no tratamento de dor ciática ou défices neurológicos devido a apertos radiculares, podendo ser realizada por técnicas minimamente invasivas.
A escoliose consiste numa deformidade no plano coronal, podendo ser responsável por um elevado grau de morbilidade e deformidade associada. A cirurgia para a sua correção esta indicada em casos muito específicos, estando disponíveis inúmeras técnicas para a sua execução, dependendo da idade do doente e tipo de deformidade associada.
A cifose consiste numa deformidade no plano sagital, podendo impedir os doentes de manter uma postura ereta correta. Normalmente, trata-se de uma deformidade de elevado grau de morbilidade. Para a sua correção, esto disponíveis múltiplas técnicas sendo a sua aplicabilidade dependente do grau de deformidade e rigidez associada.
Consiste no tratamento e fixação minimamente invasiva de fraturas da coluna através da colocação de parafusos e barras laterais por via percutânea. Esta técnica permite uma recuperação mais rápida devido ao menor grau de invasividade, possibilitando um rápido ganho de autonomia e regresso às atividades diárias, mesmo em fraturas complexas.
São técnicas minimamente invasivas indicadas para o tratamento de fraturas osteoporóticas da coluna, que consistem na aplicação de cimento no interior da vértebra fraturada por via percutânea. Têm como finalidade estabilizar o corpo vertebral, impedir a progressão da fratura e reduzir a dor, permitindo uma recuperação rápida.
Análise da história clínica, exame neurológico e revisão dos exames que já tenha realizado. Utilizamos questionários validados de incapacidade — como o Índice de Incapacidade de Oswestry e o Neck Disability Index — para medir objetivamente o impacto da dor na vida diária e comparar a evolução ao longo do tratamento.
Se necessário, indicamos os exames em falta: radiografia, TAC, ressonância magnética ou eletromiografia.
Explicamos as opções disponíveis, incluindo a de não operar, com os benefícios e os riscos de cada uma. A decisão é sempre tomada consigo.
Realizada com apoio de microscópio, endoscópio ou neuronavegação, consoante a técnica indicada.
Levante precoce, plano de reabilitação orientado e consultas de seguimento programadas.
Não é uma valência dentro de um serviço maior — é o único foco da unidade.
Unidade com sistema de gestão da qualidade certificado.
Os nossos cirurgiões são formadores nacionais e internacionais na área da coluna e recebemos médicos para formação.
Neuronavegação com imagem 3D intraoperatória, microscópio cirúrgico e endoscopia.
Consulta, exames, tratamento conservador e cirurgia no mesmo circuito, sem perda de tempo entre etapas.
Todos os utentes estão abrangidos pelo dever de sigilo médico, sem exceção.
Recebemos regularmente utentes das regiões Centro, Norte, Lisboa e Vale do Tejo e das ilhas, bem como utentes residentes no estrangeiro.
Se vive longe, contacte-nos antes da marcação para organizarmos a consulta e os exames no mesmo dia.
Não. A maioria das hérnias discais melhora com tratamento conservador — medicação, fisioterapia e, em casos selecionados, infiltrações. A cirurgia é ponderada quando existe défice neurológico, quando a dor se mantém incapacitante apesar de um tratamento bem cumprido, ou quando há compressão progressiva das estruturas nervosas. A indicação resulta sempre da avaliação clínica em consulta e não apenas do resultado da ressonância.
É uma cirurgia realizada através de incisões pequenas, com afastamento progressivo dos músculos em vez do seu corte, e com apoio de microscópio, endoscópio ou navegação por imagem 3D. O objetivo cirúrgico é o mesmo de uma cirurgia convencional — descomprimir estruturas nervosas ou estabilizar a coluna — mas com menor agressão dos tecidos, o que se associa habitualmente a menos dor no pós-operatório e a uma recuperação mais rápida.
As complicações neurológicas graves são raras na cirurgia eletiva da coluna, mas nenhuma cirurgia é isenta de risco. Trabalhamos com neuronavegação e imagem 3D intraoperatória, que permitem confirmar a posição do material e o resultado da descompressão ainda dentro do bloco operatório. Os riscos concretos do seu caso dependem da patologia, da técnica proposta e do seu estado de saúde, e são explicados e discutidos consigo antes de qualquer decisão.
A artrodese elimina o movimento apenas no segmento operado. Como a coluna tem múltiplos segmentos móveis, a perda de mobilidade global costuma ser pouco percetível no dia a dia, sobretudo quando se opera um ou dois níveis. Em situações selecionadas existe a alternativa da prótese de disco, que preserva o movimento do segmento — a indicação depende da qualidade óssea, do estado das articulações facetárias e da estabilidade da coluna.
Traga todos os exames de imagem que já tenha realizado (radiografias, TAC, ressonância magnética), preferencialmente em suporte digital, os relatórios correspondentes, a lista da medicação que toma e informação sobre tratamentos já efetuados, incluindo fisioterapia e infiltrações. Se ainda não realizou exames, a consulta serve exatamente para determinar quais são necessários.
Recebemos regularmente utentes de todo o país e do estrangeiro. Sempre que possível, organizamos a consulta e os exames complementares no mesmo dia, para reduzir deslocações. Contacte-nos antes da marcação para planearmos o percurso da forma mais eficiente.
O tempo de internamento depende do tipo de cirurgia, da abordagem cirúrgica utilizada e das patologias associadas de cada doente. Em média, o internamento varia entre 2 e 4 dias, podendo ser ajustado de acordo com a evolução clínica e as necessidades de cada caso.
O tempo de recuperação depende do tipo de cirurgia, da abordagem cirúrgica utilizada, das patologias pré-existentes e do tipo de atividade profissional desempenhada.
Em profissões com menor exigência física, o regresso ao trabalho poderá ocorrer mais cedo, em média cerca de 1 mês após a cirurgia. Já em profissões que impliquem maior esforço físico, levantamento de pesos ou posturas prolongadas, poderá ser necessário um período de recuperação mais longo e, em alguns casos, uma adaptação das condições de trabalho antes do regresso à atividade profissional.
O período de recuperação e a data prevista para o regresso ao trabalho são sempre avaliados individualmente após a cirurgia e ajustados de acordo com a evolução clínica do doente e após avaliação médica.
Sim. Trabalhamos com os principais seguros de saúde e subsistemas, nomeadamente para exames complementares de diagnóstico e procedimentos.
O custo de uma cirurgia à coluna varia significativamente de caso para caso, uma vez que depende de vários fatores, como o tipo de cirurgia, a necessidade de implantes ou outro material cirúrgico, o tempo previsto de internamento e a existência ou não de seguro de saúde.
Para obter uma estimativa adequada, é necessária uma avaliação médica prévia, que permita definir o diagnóstico, a indicação cirúrgica e o procedimento mais adequado. Após essa avaliação, será elaborado um orçamento cirúrgico personalizado, de acordo com as características de cada caso e, quando aplicável, com as condições do seguro de saúde ou subsistema.
As informações prestadas têm caráter meramente informativo e não substituem a consulta, o diagnóstico ou a orientação médica individualizada realizada por um especialista.
Marque uma consulta para uma avaliação detalhada e definição do plano de tratamento mais adequado.
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